lembro-me como tudo começou. como me poderia esquecer de tal tarde? foi perfeita, especial, inesquecível, tudo. tenho medo de falar demais (...) tenho medo de dizer coisas que nunca tenham acontecido, mas que eu prefira que tivessem.
eu fiz tudo por ti, TUDO. as dedicatórias nas mesas, o teu nome cravado nas minhas mãos, o meu telemóvel interiorizado com o teu nome, os textos enormes feitos para ti, os intervalos passados apenas a olhar para ti, a minha cabeça apenas fixava um nome: o teu. naquele tempo tudo era um conto de fadas, os teus olhares chegavam-me. mas eu sabia (...) sabia que faltava pouco tempo. pouco tempo para nunca mais te ver. ATÉ AGORA. sabes uma sensação de gostar de uma pessoa há 1 ano e três meses, e não a ver há 7 meses? pois, tu nunca irás perceber. isto porque para ti não passo de uma pita que não percebe nada da vida, que não chega ao teu alcance. mas isso é o que pensas, porque por fora posso parece uma rapariguinha que anda por aí, mas por dentro? POR DENTRO, sei muitas mais coisas do que aquilo que demonstro, apenas não gosto de mostrar que sei.
as figuras que eu passei por ti, as vezes que eu passei à chuva só para te poder ver, as vezes que pensava estar a fazer o melhor, e apenas era mais uma. sim, eu compreendo, mas e tudo o que passámos? não me digas que foi mero acaso.
22-06-11? não é preciso dizer nada, o que aconteceu, aconteceu, não há volta a dar. torno a dizer: não me digas que foi mero acaso. sou uma pessoa normal, sim, não gostas de mim, não, mas não me digas que a maneira como me olhaste foi normal. tu não olhavas assim para as outras pessoas. talvez foi daquela maneira porque sabias que seria a última. e foi mesmo (...)
agora só resta esperar, e pensar que te vou ver mais alguma vez.
até lá, um 'AMO-TE' sincero.

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